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“Toda crise tem seu lado positivo”

Veículo: Jornal Agora / Portal Agora.com
Circulação: Regional / internet
Seção/Editoria: Análise
Data: 27/06/2015

Empresário Alexandre Romagnole fala sobre “crise moral” enfrentada pelo país, diz que 2016 será melhor e revela como sua empresa sobrevive a essa transição

Com números atualizados sobre o momento vivido pelo Brasil, o presidente do Grupo Romagnole, Alexandre Romagnole, foi uma das “estrelas” do Café da Manhã para Empresários, promovido no início do mês pela Agora Comunicação, marcando os três anos da empresa.

Presente em aproximadamente 30 países, a Romagnole concentra agora suas principais atenções no mercado externo, responsável por pouco mais de 10% do seu faturamento. Graças à alta do dólar, “vender para fora” virou um ótimo negócio.

Percepção da crise

“O Brasil vive uma crise econômica, política e social, e isso já estava claro no ano passado”, aponta.

O empresário cita a Copa do Mundo e seus efeitos na produção como um dos fatores que fizeram o país mergulhar nas dificuldades enfrentadas atualmente, mas não só isso. “Houve um conjunto de fatores que nos levaram para onde

estamos atualmente.”

Romagnole lembra situações que vão desde a estiagem e a consequente crise hídrica, a queda da Bolsa motivada pelo “escândalo” Eike Batista, as prisões da Operação Lava Jato e consequente paralisação de grandes obras, até a divisão do país nas eleições presidenciais. “Tudo contribuiu de alguma forma”, diz acreditar.

Ajustes

O resultado dessa combinação culminou nos necessários ajustes que estão acontecendo em 2015, como a alta nos preços, queda nos benefícios e queda também no PIB.

“Não vai piorar mais do que está. A tendência é de retomada do crescimento a partir de 2016”, observa. Para isso, mostra um gráfico (abaixo), que aponta o crescimento do Brasil desde a década de 1980 e suas variações, com projeções que vão até 2020.

Lado positivo

Presidente do Grupo desde janeiro de 2014, Alexandre Romagnole aponta que o momento delicado tem seu “lado positivo”. Para ele, a crise “elimina os aventureiros e menos competentes”.

“O Brasil está longe de desabar. O que está desabando é esse modelo ultrapassado que observamos”, completa.

Casado e pai de dois filhos, Alexandre apontou ainda uma pesquisa do Instituto Dom Cabral com dados interessantes: “o que o Brasil mais precisa para se desenvolver ele já tem, que são dinamismo econômico, atitudes abertas e positivas e ambiente amigável aos negócios”.

Por outro lado, as maiores demandas podem ser rapidamente resolvidas, mas dependem de atitudes políticas: “competência do governo, regulação tributária competitiva e infraestrutura apropriada”.

Alternativas para sobreviver

Ao falar para um público predominantemente de empreendedores, Romagnole apontou medidas que podem contribuir para “atravessar esse momento”.

Os 12 tópicos apresentados não fogem dos manuais de administração, mas muitas vezes não são seguidos pelos empreendedores, que acabam se vendo em sérias dificuldades.

 

Chama a atenção um dos apontamentos primordiais sugeridos pelo empresário. “Mantenha proximidade com os clientes aproveitando as melhores oportunidades”. Que assim seja.