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“A Romagnole está pronta para a retomada da economia”

O presidente da Romagnole, Alexandre Romagnole, concedeu entrevista exclusiva esta semana ao Jornal Agora. No aniversário de 55 anos da empresa, ele diz que a companhia deve gerar entre 100 e 300 novos empregos este ano e revela como a família lidava com as críticas de que a empresa proibia investimentos no município. Confira, a seguir, os principais trechos:

 JORNAL AGORA – Como avalia a Romagnole aos 55 anos?

ALEXANDRE ROMAGNOLE – É uma história que se confunde com Mandaguari. Abrimos mercado fora, crescemos, mas a matriz e o centro das decisões sempre foram na nossa cidade.

 Como foi o seu início na empresa?

Tanto eu quanto meu primo Márcio começamos muito novos, aos 12 anos, como office boy. Para nós era muito divertido, estudando cedo, trabalhando à tarde. Fomos criando a consciência de responsabilidade, de seriedade no negócio que nossos pais criaram.

 Quando você tomou a decisão que queria seguir carreira na Romagnole?

Trabalho desde cedo na empresa e sempre tive muita liberdade de escolher que caminho seguir. Houve oportunidades fora, mas sempre deixei claro que era candidato a fazer a companhia crescer, e sempre me candidatei ao cargo de presidente, caso ele fosse aberto, afinal é o nosso nome que aparece no letreiro da empresa, e isso pesa muito. Eu me sinto feliz na função que ocupo.

 A empresa já passou por momentos muito difíceis na sua história. O que fez a Romagnole sentir menos a crise atual?

Quando uma empresa comemora 55 anos, ela já viveu muitas crises, principalmente no Brasil. A Romagnole criou ‘calo’ ao longo da história. Meu tio Álvaro [Romagnole]sempre diz que economia é como ‘semáforo’, ou seja, se está em uma cor, logo vai mudar, e disse, lá em 2012: ‘crie caixa, crie oxigênio e condições de atravessar momentos de crise’. Foi o que fizemos, não assumindo compromissos maiores que as nossas possibilidades.

 Como será a retomada da economia?

Após uma crise muito forte, normalmente a retomada é rápida, já que a base ficou muito frágil. As decisões erradas tomadas fez um estrago tão grande, que o retorno é mais lento.

Existe muito projeto engavetado para ser retomado. As notícias ruins acabaram, a fase ruim passou, e a atual gestão econômica do Governo tem sido acertada.

 Quais são os planos da Romagnole para 2017?

Estamos hoje com 2 mil funcionários, mesmos números de 2012. O que explica é que a empresa contrata cada vez melhor os seus talentos. Conta muito hoje o talento. Estamos contratando esse mês 50 pessoas e devemos contratar entre 100 e 300 até o final do ano. Mas o mais importante é que terceirizamos muitos empregos na cidade, possibilitando que outras empresas cresçam.

 Como vocês lidam com o mito de que a Romagnole “não deixa outras empresas se instalarem na cidade”?

Isso é uma grande besteira. Foi muito usado como plataforma política e nos ofendia de certa forma. Todo recurso da empresa é investido na própria Romagnole e consequentemente em Mandaguari. Esse tipo de conversa é de quem tem interesses pessoais. Hoje não nos incomoda mais. É algo que o tempo sepultou.

 Qual o planejamento futuro da empresa?

Existe possibilidade de abertura de capital, sim. Fechamos 2016 com R$ 580 milhões em faturamento, algo que nos habilita. Mas não é o momento. Nosso planejamento até 2020 está pronto e posso garantir que e Romagnole continuará crescendo, mas com riscos calculados.

 

*Matéria publicada na 197ª edição do Jornal Agora